terça-feira, 24 de maio de 2011

Agora doze mil pedaços
Pe. Zezinho, scj

Faz pensar, o fato de que mais de doze mil pedaços até agora recolhidos da nave que se desintegrou tenham caído em lugares abertos, vegetação rasteira, parques, quintais e nenhum sobre pessoas ou casas. Pelo menos, nada disso foi noticiado até agora. Há quem fale em milagre. Se não é, teria tudo para ser. Por que Deus poupou todo mundo aqui de baixo e não a eles lá em cima, só Ele sabe. Mas nós podemos, cada um segundo a sua fé, orar pelos que morreram e agradecer por milhares de pessoas que não foram atingidas pelos estilhaços. Ainda bem.
Faz pensar também, a confiança que os técnicos da NASA tinham no seu trabalho, a ponto de garantir que aquele incidente de lançamento não teria maiores conseqüências e agora admitem que teve. Acreditavam em sua obra, mesmo sabendo que no passado morreram outros tantos por causa de pequena avaria num dos foguetes. Os construtores de avião sabem que uma pequena peça pode comprometer o vôo de uma enorme aeronave. Vivem procurando soluções antecipadas. Ora, uma nave espacial é muito mais delicada, a velocidade é incomparável, a reentrada na atmosfera é um perigo permanente. Se não possuem uma nave de resgate, porque não a possuem? Se possuem, porque não a acionaram para ir buscar os astronautas, se tinha havido um incidente na subida? Apostaram no seu conhecimento e na sua obra. Foi risco calculado. Só que, calculado com as vidas dos astronautas e não com as dos técnicos em terra!
Agora, todos oramos por eles e os consideramos mártires da ciência. Aqui na minha mente questionadora e inquisitiva, digo que a cidadania deles foi pisoteada. Não é possível nem sequer imaginar que aqueles técnicos todos não tivessem, nem por um minuto, pensado no problema da nave que subiu avariada. Não houve chance de verificar, já que os astronautas lá em cima podem sair da nave? Porque não falam disso? Não vão falar? Na cabeça de cidadãos que nada sabem sobre naves espaciais, mas sabem que uma missão como esta custa milhões de dólares, fica uma interrogação. Não podiam ter gastado uns milhões a mais e trazido aqueles astronautas vivos numa outra aeronave? Porque será que não o fizeram? Perguntar não ofende, espero!

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SANTO DO DIA

São Vicente de Lérins

Nascido no norte da França, viveu sua juventude em busca das vaidades do mundo e tornou-se militar.
Ao encontrar-se com Deus e se converter, foi se tornando cada vez mais obediente à Palavra do Senhor. Amou a Palavra de Deus.
Entrou para a vida monástica, tornando-se um exemplo de monge. Aprofundou-se nos mistérios de Deus, tornando-se um grande pensador, teólogo e místico.
Combateu muitas heresias no século V.
Eleito abade, o mosteiro de Lérins tornou-se um lugar de forte formação para santos e bispos da Igreja.
São Vicente foi um homem doutorado na graça, defensor da verdade e que se consumiu pelo Evangelho.
LITURGIA DIÁRIA

Terça-feira, 24 de maio de 2011
V Semana da Páscoa

Primeira Leitura (At 14,19-28)

Naqueles dias, 19de Antioquia e Icônio chegaram judeus que convenceram as multidões. Então apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, pensando que ele estivesse morto. 20Mas, enquanto os discípulos o rodeavam, Paulo levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé.
21Depois de terem pregado o Evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia. 22Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecer firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. 23Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado.
24Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. 26Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado.
27Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos. 28E passaram então algum tempo com os discípulos.

Salmo de meditação (Sl 144)

Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso.

— Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!
— Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.
— Que a minha boca cante a glória do Senhor e que bendiga todo ser seu nome santo desde agora, para sempre e pelos séculos.

Evangelho do dia (Jo 14, 27-31a)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30Já não falarei muito con¬vosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.

Comentário

Pe. Jaldemir Vitório
Jesuíta, doutor em exegese bíblica, professor da Faje

Jesus procurou evitar que sua partida para junto do Pai, a sua morte, fosse motivo de perturbação para os seus discípulos. Na perspectiva deles, isto resultaria na perda de um amigo querido, com quem haviam estabelecido um relacionamento de profunda confiança.
Não era isso, porém, que preocupava Jesus. No seu horizonte, despontava a ação malévola do Príncipe deste mundo, cuja ação enganadora visaria desviar os discípulos do caminho do Mestre, causando-lhes toda sorte de dificuldades. De fato, a perspectiva de perseguição não deixava de ser preocupante. Se os discípulos tivessem consciência do que isto significava, teriam mais razão ainda para entristecer-se e perturbar-se.
Apesar da incerteza do futuro, os discípulos deveriam alegrar-se. Ao partir, Jesus os precederia no caminho que todos haveriam de trilhar também. E, na casa do Pai, lhes prepararia um lugar.
A partida de Jesus era inevitável e inadiável. Sua permanência terrena junto aos seus não podia prolongar-se indefinidamente. Uma vez concluída sua missão terrena, era hora de começar sua missão celeste. Aos discípulos caberia levar adiante a missão do Mestre. A compreensão disto deveria afastar deles todo medo e toda tristeza. Embora sendo uma dura experiência, os discípulos tinham motivos para se alegrar com a partida de Jesus.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pais que amam demais
Pe. Zezinho, scj

Pais que amam demais a um filho forçosamente acabam amando de menos os outros. No Livro do Gênesis, do capítulo 37 ao 50 há uma historia triste mas bonita porque acabou em reconciliação. Tem tudo a ver com a vida em família. Debrucemo-nos sobre ela.
Jacó não era um mau sujeito, mas tinha lá os seus pecados... Mimado pela mãe, fez urna coisa muito suja contra seu irmão Esaú e contra seu pai Isaque. Enganou-os Foi malandro e falso e sua mãe o ajudou a mentir. Por lei, o direito de sucessão era de Esaú, seu irmão gêmeo, mas o primeiro a nascer. Jacó se fez passar por Esaú e ganhou do pai Isaque a promessa e a bênção que de direito a Esaú pertenciam. Esaú demorou a perdoá-lo por isso. Até juras de morte aconteceram. Vieram longe um do outro para que não terminasse em fratricídio. Muitos anos depois Jacó pediu perdão e Esaú perdoou
Mas Jacó parece que não aprendeu. Cresceu, casou-se, teve doze filhos e imitou a mãe. Preferiu um deles aos demais. Amou José mais do que aos outros onze. O menino se dava ao luxo de sonhar e vadiar pela casa, enquanto os irmãos se ralavam no campo. Ninguém gosta disso e Jacó devia saber. Mas não quis, porque, um dia, acabou dando ao filho especial um manto multicolorido e psicodélico. Para os outros: nada!
Aquilo foi a gota d'água. Os outros perderam a cabeça. Para o queridinho do papai tratamento de príncipe, para nós , tratamento de empregado!... "É assim, é? Pois isso não vai ficar desse jeito! Não dessa vez!" Um deles decidiu matar José que, mimado como era, nem percebia.o que suas palavras causavam nos irmãos. Podia ser profeta, mas tinha muito que aprender na vida.
Não fosse por Rubem os ouros teriam cometido um bárbaro fratricídio. Reclamar , sim, mas matar um irmão? Que é isso manos? Era demais! Sugeriu que o vendessem como escravo a uma caravana e dissessem ao pai que o filho preferido morrera nas garras de um leão. Dito e feito, ganharam seu dinheiro sujo e livraram-se do irmão preferido e queridinho do papai.
Deus, porém, deu uma lição a todos: ao pai Jacó que exagerara no amor por um
dos filhos; ao sonhador José, que gostava se sentir-se mais eleito e mais especial do que os outros, tivesse ou não tivesse mais talento -Coisa que aliás alguns pregadores modernos andam ensinando pela televisão- ... e aos outros irmãos que levaram sua revolta à loucura de querer matar e finalmente vender como escravo o irmão humildemente vaidoso e metido a besta.
José passou um longo tempo no cárcere e sofreu muito na vida. Amadureceu com isso e aprendeu a respeitar seus irmãos. Chegou a vice-rei do Egito, mas agora, com outra cabeça. Os irmãos e o pai ralaram de fome. Sobretudo os irmãos quase assassinos, nunca mais esqueceram de sua vingança exagerada e maluca . Dariam tudo para reencontrar o irmão que venderam como escravo... Reencontraram, e do resto já sabemos. Fizeram as pazes e todos se converteram para a fraternidade. O pai Jacó, já muito velho, converteu-se para a paternidade.

Moral da estória: Jacó aprendeu que não é possível amar de canequinha, dando exatamente o mesmo amor para cada filho, mas os pais podem fazer um esforço para tratar os filhos com justiça e igualdade. Há pais que escandalosamente protegem uma filha ou um filho enquanto pisam nos outros. E isso não é ser pai nem mãe. Acabam prejudicando sua cria preferida e as outras crias abandonadas. José aprendeu que não se sai por aí diminuindo a luz dos irmãos e achando-se mais do que eles. Os outros irmãos aprenderam que revolta tem limite. Afinal não é com vingança e violência que resolvem problemas familiares.

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SANTO DO DIA

São Juliano

Era casado e possuía uma hospedaria. Nela, ele partilhava a vida eterna que trazia em seu coração. Esposo fiel que amou a família e os necessitados.
No ano de 305, o imperador Diocleciano começou uma perseguição aos cristãos. Juliano, então, passou a acolher em sua hospedaria os cristãos perseguidos.
Alguns homens denunciaram Juliano. Ele foi arrancado de casa e levado ao tribunal.
Por não renunciar à fé em Cristo, foi condenado e decapitado.
Hoje, ele vive com Cristo na Glória.
Continuamos em tempos de perseguição. Velada em alguns lugares e, em outros, bem visível.
Que o santo de hoje possa interceder para que, o Espirito Santo, nos ajude a sermos ousados em nosso testemunho, sem medo da morte e das perseguições, certos de que a nossa recompensa se encontra no céu.
LITURGIA DIÁRIA

Segunda-feira, 23 de maio de 2011
V Semana da Páscoa

Primeira Leitura (At 14,5-18)

Naqueles dias, em Icônio: 5Pagãos e judeus, tendo à frente seus chefes, estavam dispostos a ultrajar e apedrejar Paulo e Barnabé. 6Ao saberem disso, Paulo e Barnabé fugiram e foram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e seus arredores. 7Aí começaram a anunciar o Evangelho. 8Em Listra, havia um homem paralítico das pernas, que era coxo de nascença e nunca fora capaz de andar. 9Ele escutava o discurso de Paulo. E este, fixando nele o olhar e notando que tinha fé para ser curado, 10disse em alta voz: 'Levanta-te direito sobre os teus pés.' O homem deu um salto e começou a caminhar. 11Vendo o que Paulo acabara de fazer, a multidão exclamou em dialeto licaônico: 'Os deuses desceram entre nós em forma de gente!' 12Chamavam a Barnabé Júpiter e a Paulo Mercúrio, porque era Paulo quem falava. 13Os sacerdotes de Júpiter, cujo templo ficava defronte à cidade, levaram à porta touros ornados de grinaldas e queriam, com a multidão, oferecer sacrifícios. 14Ao saberem disso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as vestes e foram para o meio da multidão, gritando: 15'Homens, o que estais fazendo? Nós também somos homens mortais como vós, e vos estamos anunciando que precisais deixar esses ídolos inúteis para vos converterdes ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 16Nas gerações passadas, Deus permitiu que todas as nações seguissem o próprio caminho. 17No entanto, ele não deixou de dar testemunho de si mesmo através de seus benefícios, mandando do céu chuvas e colheitas, dando alimento e alegrando vossos coraçðes'. 18E assim falando, com muito custo, conseguiram que a multidão desistisse de lhes oferecer um sacrifício.

Salmo de meditação (Sl 113)

Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória.

— Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória, porque sois todo amor e verdade! Por que hão de dizer os pagãos: “Onde está o seu Deus, onde está?”
— É nos céus que está o nosso Deus, ele faz tudo aquilo que quer. São os deuses pagãos ouro e prata, todos eles são obras humanas.
— Abençoados sejais do Senhor, do Senhor que criou céu e terra! Os céus são os céus do Senhor mas a terra ele deu para os homens.


Evangelho do dia (Jo 14,21-26)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. 22Judas - não o Iscariotes - disse-lhe: 'Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?' 23Jesus respondeu-lhe: 'Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.

Comentário
São Gregório Magno (c. 540-604)
Papa e doutor da Igreja
(Homilias sobre os Evangelhos, n°30)

«Nós viremos a ele e nele faremos morada»

«O meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada».
Imaginai, irmãos muito amados, que festa seria receber a Deus na morada do nosso coração! Se um amigo rico e poderoso quisesse entrar em nossa casa, evidentemente, toda a casa seria limpa, para que nada pudesse chocar o seu olhar, quando entrasse. Que aquele que prepara para Deus a morada da sua alma purifique todo o que estiver sujo devido às suas más acções.
Notai bem o que diz a Verdade: «Nós viremos a ele e nele faremos morada». Porque Ele pode passar no coração de alguns sem ficar lá a morar. Quando estes têm remorsos, vêem claramente o olhar de Deus; mas, quando vem a tentação, esquecem o objecto do seu arrependimento anterior e caiem de novo nos seus pecados, como se nunca os tivessem chorado. Pelo contrário, no coração daquele que ama verdadeiramente a Deus, que observa os Seus mandamentos, o Senhor vem e faz nele morada, pois o amor de Deus preenche-o de tal modo que não se afasta desse amor no momento da tentação.
Portanto, é esse, cuja alma não aceita ser dominada por um mau prazer, que ama verdadeiramente a Deus. [...] Daqui esta afirmação: «Quem não Me tem amor não guarda as Minhas palavras».
Examinai-vos cuidadosamente a vós próprios, irmãos muito amados; perguntai-vos se amais verdadeiramente a Deus.
Mas não vos fieis da resposta do vosso coração sem a comparar com os vossos actos.

domingo, 22 de maio de 2011

O SANTO DO DIA

Santa Rita de Cássia

Nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se numa vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.
Tiveram dois filhos, e ela como mãe buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai que, antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.
Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo.
Seu esposo acabou sendo assassinado. Não demorou muito, seus filhos também morreram.
Seu refúgio era Jesus Cristo.
A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor.
Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa.
Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito, devido à humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava aos outros. E teve que viver resguardada.
Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez sofrer por 4 anos.
Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida.